terça-feira, 30 de junho de 2009

Avião com 153 a bordo cai no Oceano Índico


O que está acontecendo, Airbus? Mais um que cai? O que poderia justificar tantas falhas em curto período de tempo?

Melhor: onde estão as respostas, Airbus?

--Notícia

Nesta segunda-feira um avião iemita caiu no Oceano Índico. Os passageiros seguiam de Paris para Moroni, capital comorense. Ao fazer escala em Sanaa, trocaram de avião – dixaram um A330 e passaram para um A310.

O avião decolou pouco depois das 21h30 (15h30 no horário de Brasília) e deveria voar durante 4h30 antes de pousar em Moroni, a cerca de 300 km de Madagascar. Autoridades comorenses e iemenitas afirmam que o mau tempo pode ter derrubado a aeronave.

Um porta-voz da companhia aérea Yemenia informou que as equipes de resgate encontraram um sobrevivente do acidente com o Airbus A310. Uma criança teria sido o primeiro sobrevivente do acidente com o avião, que levava 142 passageiros e 11 tripulantes.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Depois dos nãos

Uma vez ouvi alguém dizer que cada homem é arquiteto de sua própria sorte. Independe do que faça, tendo conseqüências boas ou não, o que realmente importa é “fazer”.

Arrepender... Pra que? Se nos privarmos das experiências da vida, como saberemos o que realmente vale a pena? Depois disso tive a certeza que devo sempre lutar por tudo o que quero.

Independente de quantos “nãos” nos são oferecidos, a capacidade de sermos mais fortes faz com que sempre haja forças para levantar a cabeça, traçar novas estratégias e partir para o campo de batalha.

Ponto Final


Ana Paula Almeida
em Miscelania
14/06/2009

Precisava dizer...

Que dos sonhos que sonhei
O meu pesadelo foi sua covardia

E declarar...

Que das lágrimas que escorreram da minha face
As tuas foram as mais amargas
E das decepções que tive você foi a maior

Tenho que confessar....

Que dos males
O melhor foi tua partida

Resta agradecer...

A tua ausência de alívio
O não- convívio com teu mau-caratismo

Devo dizer...

Que o que vale hoje
É saber que me vacinei contra você

E agradecer...

A oportunidade de conhecer gente melhor
Maior que seu umbigo
E com o coração que não tens!

Querer - Pablo Neruda

Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro
É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Desabafo


Por que a gente pensa que é pra sempre?

Tudo que eu mais quero é estar ao seu lado. Te mostrar o quanto você é importante e significa muito na minha vida.

Confesso que nunca entendi o porquê de você não me permitir fazer isso. Uma única conversa foi o que te pedi. Isso é medo de enfrentar certos fantasmas? Para uma pessoa como você isso não seria permitido.

Entre idas e vindas sempre me deparei com essa barreira – tudo o que sinto por você. Fugi pro Rio, pra Brasília... mas sempre vinham aquelas lembranças dos planos que fazíamos para estarmos ali.

Hoje é seu dia. E o que eu posso fazer? Nada. Infelizmente não posso fazer nada. Você não me permite fazer nada. Apenas posso escrever todo esse sentimento. Sim, escrever. Afinal para um profissional das palavras essa é a forma mais fácil de suportar tudo.

Eu só queria te abraçar e dizer o quanto eu te amo. Talvez um dia seus fantasmas desapareçam.

domingo, 24 de maio de 2009

Hey, Hey, Hey

Fotografia: Nowhah Luiza


Uma das principais bandas do cenário independente no Norte do pais, a Hey Hey Hey se apresentou no Bananada, contagiando todo o público. Vinda de Rondônia, a banda tocou músicas de seu último trabalho, agitando a segunda noite do festival.

A identidade musical foi marcada pela mistura dos sons agudos das guitarras e do som eletrônico. Todo o entusiasmo dos músicos se justifica no amor que tem pela musica underground.

Neila Azevedo, baixista do Hey Hey Hey, afirma não ser fácil manter uma banda independente. Para se apresentarem, promovem festas para arrecadar dinheiro para a compra de passagens e hospedagem, informa a baixista.

Mais uma vez: as meninas do rock

Texto: Patrícia Piassa
Revisão: Profa. Viviane Maia
Foto: Diêgo Machado


Ousadia, sensualidade, feminilidade e um estilo totalmente despojado. A banda goiana Girlie Hell abriu a noite de sábado, do 11º Bananada, um dos maiores festivais de bandas independentes do Brasil. Esta edição está sendo realizado pela Monstros Discos, no Centro Cultural Martim Cererê.

A banda, que é composta exclusivamente por mulheres, demonstrou desenvoltura e habilidade com os instrumentos ao tocar o som pesado do rock’n roll em um ambiente dominado pelo sexo masculino, no público e na platéia.

Maquiagem forte, roupa colorida e, com muita simpatia, a vocalista da banda Sarah, diz se inspirar nas bandas The Donnas, Crucified Bárbara e Judas Priest. As demais integrantes também compartilham de um estilo próprio, cabelos coloridos, acessórios metálicos e muita atitude. Essas são as marcas registrada das meninas que animaram o público.

sábado, 23 de maio de 2009

Rock independente também é coisa de mulher

Engana-se quem pensa que apenas homens fazem parte do cenário das bandas independentes. Já no primeiro dia das apresentações do 11º Bananada Festival, o público presenciou a apresentação da banda goianiense Gloom, que tem entre os integrantes uma mulher.

Niela, que prefere ser chamada apenas pelo primeiro nome, é vocalista e guitarrista da banda. Para a jovem, que também não revelou sua idade, o Bananada é um dos melhores festivais que já esteve. Recentemente a banda participou do TacabocanoCD, festival do cenário independente de bandas promovido pela Fósforo Cultural, ficando entre as finalistas.

Com um pouco de ousadia para o estilo, a banda utiliza instrumentos de metais para conseguir um diferencial em seu som. A Gloom apresenta-se toda semana em Goiânia, informa Niela. Para as pessoas que acompanham os shows, Gloom é conhecida como a “Los Hermanos goiana”, referência feita à banda que influencia os músicos.

Primeiro dia do 11º Bananada é marcado pelo entusiamo dos participantes


No último dia 22 de maio, sexta-feira, teve início a 11ª edição do Bananada Festival. O Bananda é um dos maiores festivais do gênero alternativo e reúne amantes vindos de todo o país.

A cobertura completa pode ser acompanhada pela Agência de Notícias da Faculdade Araguaia, clicando em WEB NEWS.

Wagner e Luciano lançam seu primeiro CD

Lançamento do primeiro CD de Wagner e Luciano hoje, a partir das 22h, no Country Clube de Piracanjuba. Trata-se de uma jovem dupla do cenário sertanejo que nasceu do trabalho de dois amigos na cidade goiana de Piracanjuba.

Muito mais que a vontade em cantar, está a competência e a qualidade. Donos de vozes que contagiam todos que prestigiam os shows, os dois amigos e parceiros acreditam que serão bem vistos no mercado e que as portas começarão a se abrir.


Na foto, a dupla Wagner e Luciano (de camisa branca) entre amigos, assessor e o empresário Jairo Filho, num recente show no Circuito Goiano de Rodeo Temporada 2009.

Em breve mais detalhes...

domingo, 26 de abril de 2009

Porque isso sempre volta?

"Amanheci triste sem vontade de me levantar. Amanheci querendo e forçando voltar a dormir. Não consegui e levantei-me. Um desconforto abraça o meu coração e me tira a vontade de fazer alguma coisa. Normal. Estou com uma vontade já conhecida de chorar, um aperto na garganta insuportável. Não sei o porquê, nunca sei. Nada de anormal me aconteceu e é por isso que tenho tanta raiva até hoje. Quando alguma coisa acontece e faz com que desencadeie essa tristeza e dor que parecem não ter fim, ao menos se tem a esperança de que o tempo curará, a dor vai passar. Mas, comigo não foi assim. Não teve motivo, não teve porquê, a dor veio, instalou-se e não deu o menor sinal de que, um dia, iria embora. Eu não sei porque isso veio um dia e como é que consegue voltar toda vez que eu penso que foi embora.Se eu tinha ainda um pouquinho de esperanças, ela morreu. Eu vivia por viver. Eu sentia uma solidão indescritível. Nada mais valia a pena. Não havia prazer nenhum em viver e nem necessidade. Dói pensar. Eu tinha certeza que todos seriam muito mais felizes sem ter que se preocupar comigo. Eu não tinha dúvidas sobre isso. Era uma certeza que ninguém conseguia me tirar. A partir daí você se convence de coisas absurdas e nunca acha que está errado. Comigo não foi diferente. Quanto mais eu sofria, mas eu tinha vergonha de sofrer. Procurava sorrir a todo custo e continuar com a minha vida.Forço-me a continuar vivendo, a levantar da cama toda manhã, a fazer as coisas que eu tinha que fazer. É um esforço descomunal. É uma luta injusta. Você quer, mas você não consegue. Uma simples tarefa é uma tortura. Nada é simples. Nada é fácil. E para mim essa luta vai se apresentado como inútil, pois parecia que não importava o que acontecesse ou quantas batalhas eu ganhasse, eu jamais iria vencê-la. Entreguei-me novamente. Desisti de mim e parece que será para sempre."

Adaptado de “Memórias de um suicida”.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Telejornal: Araguaia TV 01 - primeira edição

Produzido pelos alunos do 6º período de jornalismo, discute o eixo temático lançado pela Faculdade Araguaia para o 1º semestre de 2009: Corpo, mídia e consumo.

Para ver o vídeo,
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Ficha Técnica
Mês/Ano: Abril de 2009
Produção: Alunos do 6º período de Jornalismo - 2009/1
Apresentação: Lorena Soares
Repórter 01: Graciely Oliveira
Repórter 02: Diêgo Machado
Supervisão: Prof. Márcio Venício
Imagens/Edição: Dionísio Costa e Rogério Honório
Realização: Faculdade Araguaia

Programa da Cidade

A reportagem discute a renovação da câmara de vereadores para o mandato 2009/2012.

Para ver o vídeo,
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Ficha Técnica
Mês/Ano: Novembro de 2008
Produção: Alunos do 5º período de Jornalismo - 2008/2
Repórter: Diêgo Machado
Apresentação: Sara Borges
Supervisão: Prof. Márcio Venício
Imagens/edição: Dionísio Costa e Rogério Honório
Realização: Faculdade Araguaia

terça-feira, 7 de abril de 2009

7 de abril, dia do Jornalista!

Repassando a mensagem da FENAJ aos jornalistas e estudantes de jornalismo...


No Dia do Jornalista, o compromisso da FENAJ com o presente e o futuro do Jornalismo brasileiro Murillo Nascimento é estudante de Jornalismo da PUC-Campinas. No último dia 1º, depois de encarar de ônibus, junto com outros colegas, os 921 km entre a sua cidade e Brasília, passou toda a tarde em manifestação ao lado do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), reivindicando a manutenção da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Julgamento adiado, Murillo imediatamente retornou. No total, entre ida e volta, mais de 30 horas de viagem e quase dois mil quilômetros. Ele foi um dos mobilizadores do ato. "Foi bonito ver aquelas pessoas gritando por um ideal. Brigando por uma causa. Falo por mim e por todos os estudantes daquele ônibus. Acho que fizemos história", escreve ele em e-mail para a FENAJ e diz que está à disposição para outras manifestações. "Se precisar, voltaremos a Brasília", promete.


Neste 7 de abril, Dia do Jornalista brasileiro, nossa categoria depara-se com um cenário de desalento e paradoxalmente de esperança. Há uma campanha sórdida, urdida pelo baronato da mídia, contra nossa regulamentação. Dizem que nosso diploma ameaça a liberdade de expressão. De todas as infâmias, essa é a mais injusta. Como confundir o cerceamento à liberdade de expressão e a censura, com o direito de os jornalistas terem uma regulamentação profissional que exija o mínimo de qualificação? A regulamentação, em seu formato atual, é fundamental para garantir o direito à informação qualificada, ética, democrática e cidadã para toda a população. A falácia e a confusão deliberada, na verdade, escondem o objetivo de desorganizar uma categoria, ampliando ainda mais as condições de exploração e o propósito do controle absoluto sobre o acesso à profissão e, por extensão, das consciências dos jornalistas e de todos os cidadãos.


Nas últimas décadas, o Jornalismo foi reconhecido e se firmou, no Brasil, como um modo de ser profissional. A atividade passou a ser fortemente vinculada ao interesse público, com crescente reflexão sobre a ética e as habilidades próprias das funções exercidas no jornalismo, nos seus mais variados formatos. É por isso que entendemos o caráter indispensável da formação profissional, base para o exercício regular da nossa atividade. Esta conquista, na atualidade, depende da posição dos 11 ministros que integram o STF e devem julgar, em breve, o recurso das empresas contra a regulamentação profissional e a obrigatoriedade do diploma.


As mesmas empresas que se mobilizam contra o diploma, aproveitam-se de uma crise econômica, que evidentemente ainda não alcançou o setor no Brasil, para demitir em massa. Desde o final do ano passado, a FENAJ já contabilizou 153 demissões em todo país. O discurso da crise econômica mundial é utilizado como biombo para encobrir gestões incompetentes nos veículos de comunicação, perspectivas que colocam a informação como produto meramente mercantil e opções empresariais calcadas em concepções neoliberais de ajustamento às crises. Essas opções ignoram os problemas sociais decorrentes da demissão e arrocho salarial dos trabalhadores, bem como o direito da sociedade à informação com qualidade. Esta crise é sistêmica e estrutural do capitalismo.


Não compete aos trabalhadores gerir a crise econômica internacional, mas sim refletir e lutar por sua superação. Para tanto, é preciso que nós, jornalistas, tenhamos uma postura ativa de denúncia da alternativa patronal de repassar o ônus da crise para a classe trabalhadora e de resistirmos aos processos de demissão e precarização. Fundamentalmente, é preciso que reforcemos os nossos laços coletivos e nossas organizações sindicais. Só assim vislumbraremos perspectivas de vitória nos espaços de disputa, tanto na relação direta com o patrão, quanto nas esferas do judiciário, legislativo e executivo.


Anima nossa categoria, neste momento, saber que contamos com o apoio da sociedade na luta em defesa da informação de qualidade. Em recente pesquisa nacional, 75% dos entrevistados posicionaram-se a favor da exigência do diploma para o exercício do Jornalismo e da constituição de um Conselho Federal dos Jornalistas. Outro elemento estimulante é a possibilidade da realização das Conferências Regionais e Nacional de Comunicação, como espaço de mobilização social e construção de políticas públicas para um setor onde impera a concentração da propriedade e a ausência de pluralidade e democracia. Nessa área, também são boas as perspectivas de uma solução para a histórica polêmica em torno da Lei de Imprensa que, no nosso entendimento, passa necessariamente pela aprovação de um novo e democrático texto no Congresso Nacional. Também acompanhamos, com igual interesse, o debate em torno da definição das novas diretrizes curriculares dos Cursos de Jornalismo. A FENAJ acredita em uma formação de nível superior de qualidade como elemento estruturante da profissão no Brasil.


No Dia do Jornalista, a FENAJ e seus 31 Sindicatos filiados reafirmam publicamente a firme disposição de seguir na luta em defesa dos legítimos interesses da nossa categoria e de todo povo brasileiro. Neste 7 de abril, nossa homenagem a todos e todas jornalistas do país. Nossa homenagem especial a todos e todas estudantes de Jornalismo do Brasil que se preparam para exercer essa profissão com competência técnica, responsabilidade social e compromisso ético.


Parabéns jornalistas e futuros jornalistas.


Brasília, 7 de abril de 2009.
Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Obrigatoriedade do diploma de Jornalista


Foram divulgadas no site "Portal IMPRENSA" matérias relacionadas ao julgamento da obrigatoriedade ou não do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, que será feito hoje, 01 de abril, pelo Superior Tribunal Federal (STF).

Como estudante de Jornalismo, não poderia deixar de expressar minha opinião sobre o assunto.

Para visualizar o texto opinativo na íntegra,
clique aqui

Todos temos direito a escolha, seja gentil e educado

"O tamanho varia conforme o grau de envolvimento.

Ele é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.

É pequeno para você quando só pensa em si mesmo,quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:A amizade, o respeito, o carinho, o zelo e até mesmo o amor.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida,quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você".

Shakespeare

terça-feira, 31 de março de 2009

Reafirmando: Jornalista, só com diploma!

Como garantir uma informação de qualidade se permitirmos a participação de pessoas nao qualificadas no mercado? A manifestação é em defesa ao nosso direito de sermos respeitados como profissionais preparados para informar. Reafirmando o pedido da FENAJ e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Goiás: A questão no STF ainda não está decidida e todos devem se mobilizar para garantir o direito da sociedade à informação de qualidade.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Viver a vida... parece fácil, mas nao é.
Vivê-la -ei conforme cabe a mim, não distante do plano, mas presente no tempo.
O tempo representa o mundo em sua dimensão... que não me convém.
O que, então, convém?
Apenas viver a vida... que parece fácil, mas nao é.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Saudade

Boa noite. Sinto saudades. A vida nao é nada. Nem sei se você ainda está aqui. Quero acreditar que sim, mas preciso deixar você ir. Preciso eu, ir.

Haja voz. Haja braço. Haja lágrimas. Só chegarei ao fim quando souber que você está feliz. Só assim serei feliz.

Não quero deixar você ir. Não quero eu, ir.

Choro... quero ser feliz.

Quando verei o sol nascer? Quando encontrarei a mim mesmo? Onde está você, minha vida, minha alegria?

Eu vou...

Amanhã será outro dia. Assim finalmente irei. Saberei que nao voltarei... saberei que você não vai voltar.

Não quero me despedir, mas preciso viver e sei que preciso deixar você viver.

Não quero outro em sua vida. Não quero outro alguém em minha vida. Boa noite. Sinto saudades.

Boa noite.

terça-feira, 17 de março de 2009

Sociologia segundo Émile Durkheim e Karl Marx.

Considerações entre as duas teorias - análise

Na produção social da própria existência, os homens entram em relações determinadas, necessárias, independentes de sua vontade; estas relações de produção correspondem a um grau determinado de desenvolvimento de suas forças produtivas materiais. A totalidade dessas relações de produção constitui a estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se eleva uma superestrutura jurídica e política e à qual correspondem formas sociais determinadas de consciência. O modo de produção da vida material condiciona o processo de vida social, política e intelectual. Não é a consciência dos homens que determina o seu ser; ao contrário, é o seu ser social que determina a sua consciência.

Em certa etapa de seu desenvolvimento, as forças produtivas materiais da sociedade entram em contradição com as relações de produção existentes, ou, o que não é mais que sua expressão jurídica, com as relações de propriedade no seio das quais elas se haviam desenvolvido até então.

Do mesmo modo que não se julga o indivíduo pela idéia que faz de si mesmo, tampouco se pode julgar tal época de transformação pela consciência que ela tem de si mesma. É preciso, ao contrário, explicar esta consciência pelas contradições da vida material, pelo conflito que existe entre as forças produtivas sociais e as relações de produção.

Partindo da teoria sociológica clássica de Marx e Durkheim, podemos identificar uma corrente caracterizada pela busca da construção de conceitos universais, abstratos e formais, portadores da ambição de poder explicar a totalidade dos fenômenos presentes na realidade social.

Os indivíduos em Marx assumem um ideal de racionalidade que expressaria uma racionalidade desejada para toda a sociedade: Em lugar da antiga sociedade burguesa, com suas classes e antagonismos de classe, haverá uma associação na qual o livre desenvolvimento de cada um é a condição do livre desenvolvimento de todos.

O ponto de vista da teoria marxista assume a existência de obstáculos, como a falsa consciência ideológica, para que os homens possam "enxergar a verdade" que já estaria inscrita na sociedade, sendo necessária a superação da alienação para a tomada de posição frente ao devir inevitável da derrubada da burguesia pelo proletariado e o fim da sociedade capitalista.

Nesses pressupostos da teoria marxista encontramos, então, um indivíduo que está sempre à procura da auto-realização, o que já delineia um ideal não explicitado e surge como sendo um pressuposto necessário: aqueles que não se enquadram nesse pressuposto seriam os que ainda permanecem na alienação. Partir desses pressupostos implica não partir diretamente da realidade, mas de um valor atribuído a ela, que transforma um "dever ser" em ontologia.

Da mesma forma, trata-se de uma perspectiva que ambiciona a possibilidade da captação do objeto da realidade social em sua totalidade, correndo os riscos tanto da incompletude quanto da tendência de subjetivação dessa realidade.

Também em Durkheim, encontramos o interesse no estabelecimento de leis gerais para a análise do social, ainda que numa perspectiva bastante diferente daquela de Marx, pois, se este pensava a sociedade capitalista como uma etapa da história humana destinada a ser superada, aquele desejava a clarificação de seu funcionamento para possibilitar sua manutenção e aperfeiçoamento.

Para Durkheim, é na sociedade que se encontra a "verdade" da realidade, e é no entendimento de seus mecanismos que a sociologia será capaz de encontrar as regras para lidar com este real, devendo, pois, "desvendá-lo".

A partir da idéia de que os fatos sociais são dados na realidade, Durkheim pretende construir um método capaz de identificá-los, classificá-los e assim poder agir sobre eles de maneira absolutamente científica, com um rigor e precisão análogos aos procedimentos das ciências naturais.

segunda-feira, 9 de março de 2009

domingo, 08/03/2009

Caiu o que pensei ser a última lágrima. Não cumpri minha promessa. Não há ressentimentos, mas sim uma infinita saudade. Talvez por reencontrar uma parte de mim que traça uma busca insessante pela vida. Isso estava adormecido e hoje ressurgiu.

Gritarei pela vida sempre que me encontrar a beira do abismo. Acredito que tenha chegado bem próximo de todo o limite de uma existência. Sei até onde devo ir. E ao chegar lá construirei novas pontes.

Assim crescerei a cada vitória. Pessoal... sim. Realmente é. Mas compartilho também, por fazer parte dessa infinita vida de aprendizado e evolução.

Lágrima de um eterno apaixonado

sexta, 06/03/2009

Hoje caiu a última lágrima de um choro sem sentido. Mas que sentido torna o ser amante? Talvez sua capacidade em ser amado. Lágrima silenciosa, murmurante em sua alma.

E que estranho sentimento: consome e renova. Enfim, o que é chorar?

Renova tua alma com o silêncio do teu choro. Repudie todo esse racionalismo e chore. Chore a dor da despedida duradoura. Chore a dor da alma de um amante.

Não fuja, enfrente. Chore, grite, morra. Reviva e siga em frente.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Comunicação e trabalho: as transformações do trabalho na empresa de comunicação

A concentração dos veículos de comunicação sob a propriedade de poucos empresários e empresas em todo o mundo, sem dúvida, é um fator bastante relevante, senão o mais importante, para o papel que os Meios têm desempenhado na política e na economia. Da mesma maneira, as pesquisas e os estudos de análise do conteúdo e do discurso do jornalismo têm demonstrado reincidentemente a relevância do poder da opinião dos veículos de comunicação na formação da opinião e da agenda públicas. Também chamam nossa atenção estudos que, desde o final dos anos 70, demonstram como a neutralidade e a objetividade da mídia são construções discursivas.

Poucos trabalhos, no entanto, têm se dedicado a analisar a empresa de comunicação como lugar de trabalho, lugar de produção de produtos a partir de determinada lógica produtiva e organizativa e como suas características têm se alterado ao longo das últimas décadas em decorrência das novas tecnologias e processos de organização do trabalho. Também não temos notícias de pesquisas que estudem a empresa de comunicação como uma organização social, orientada por determinados processos de construção de sentidos; como instituição social que congrega pessoas, tem cultura e um influente círculo de sociabilidades.

É fato a constatação das profundas mudanças que ocorreram na organização e nas relações de trabalho, mas pouco se tem pesquisado sobre o quanto tais mudanças implicaram em transformações nos produtos culturais veiculados pele mídia e como, em decorrência deles, tem se alterado os perfis profissionais.

Partindo da confirmação das hipóteses constatadas na pesquisa Comunicação e trabalho: a construção dos sentidos do trabalho pelos receptores dos meios de comunicação, realizada entre 2002-2004, no âmbito de grandes empresas da cidade de São Paulo, constata-se que os discursos produzidos pelos meios de comunicação são referendos importantes para a confirmação dos discursos da comunicação corporativa e das estratégias de gestão das empresas. Os meios de comunicação de maneira hegemônica confirmam, reafirmam e consolidam os pontos de vista de colaboração e de dedicação integral do trabalhador à empresa. Reafirmam a empresa como universo simbólico fundamental para o sujeito, lugar em que ele deve disputar destaque, reconhecimento e status.

Tais resultados embasam nossa perspectiva atual de verificarmos como as mudanças no mundo do trabalho também alteraram as relações no âmbito da empresa de comunicação. Esse conjunto de mudanças deve estar incidindo no perfil do profissional de comunicação, afetando suas relações com a empresa e, principalmente, influenciando na maneira de produção e difusão dos produtos culturais. Fato que certamente traz novos desafios para a formação do comunicador, redimensionado o debate sobre qual é o papel da comunidade acadêmica nesse processo.

As corporações foram extrapolando o perfil de multinacionais para constituírem-se em grandes conglomerados que comportam empresas de diferentes razões sociais, atuando de forma diversificada em setores de produção, serviço e comércio diferenciados. Como redes, transcendem os territórios nacionais e continentais, mas mantém a centralização na matriz, produzindo, transmitindo e controlando a disseminação de tecnologia, a criação de novos produtos, a ampliação ou a redução de suas bases em determinados mercados. É recente e já bastante utilizado o termo fusão para caracterizar, além da aquisição de uma empresa por outra, a associação de empresas e de suas marcas.

Poderia-se afirmar que o conceito de empresa mudou profundamente nas últimas décadas. A concentração de renda e as constantes crises do sistema capitalista trouxeram um redesenho do cenário econômico, orientando o desenvolvimento e o uso das tecnologias no sentido da otimização do uso da mão-de-obra, reduzindo despesas, aumentando a produtividade e concentrando ainda mais as riquezas produzidas, e as tecnologias de informação são a alma esse processo.

Na atualidade, a reestruturação produtiva com a implantação do modelo toyotista, adequado a outras experiências bem sucedidas, se deu no bojo de novas tecnologias que beneficiaram o fluxo e a disseminação de conhecimentos, revolucionando o mundo do trabalho.
O resultado dessas ações, combinado, em alguns setores, à aquisição de novas tecnologias, foi a redução de postos de trabalho, o aumento da produtividade e da lucratividade, profunda desestruturação do mercado de trabalho, com a precarização da mão-de-obra, o desemprego estrutural e o aparecimento de novos perfis profissionais.

No caso específico das empresas de comunicação, a reestruturação produtiva começa no início dos anos 80, com a introdução dos computadores nas redações e torna-se fator decisivo na reorganização da produção, extinção de profissões, redesenho da organização produtiva nas redações de jornais, TVs e rádios.

Na sociedade capitalista globalizada, a comunicação avança do âmbito das relações genéricas do ser social em relação ao trabalho, para constituir-se em elemento do processo produtivo de riquezas e acúmulo de capital. Tal afirmação nos permite compreender o papel da comunicação na sociedade contemporânea e fazer a crítica ao postulado de J. Habermas, cuja teoria se contrapõe ao conceito de trabalho social, sobrelevando o conceito de comunicação.

Essa posição de Habermas se dá basicamente devido à gênese de sua compreensão sobre o papel da linguagem verbal no pensamento e na sociedade. Aspectos que o levarão a afirmar a ação comunicativa como atitude natural do homem na busca do consenso (também para ele comunicação), da negociação e da razão. Esta discussão teórica foi desenvolvida no capítulo inicial e final do Relatório dos resultados da pesquisa Comunicação e Trabalho. A construção dos sentidos do trabalho pelos receptores dos meios de comunicação (FÍGARO, 2001).


Referências citadas:

FÍGARO, Roseli. Comunicação e trabalho: as transformações do trabalho na empresa de comunicação. In: Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 28., 2005. Rio de Janeiro. Anais... São Paulo: Intecom, 2005. Disponível em:
http://reposcom.portcom.intercom.org.br/bitstream/1904/17288/1/R1837-1.pdf Acesso em 30 ago. 2007.


FÍGARO, Roseli. Comunicação e Trabalho. Estudo de recepção: o mundo do trabalho como mediação da comunicação. São Paulo: Anita/Fapesp, 2001.

terça-feira, 3 de março de 2009

Mon ange...

Il n'est pas facile. J'essaie de suivre mon chemin sans regarder en arrière. Aime, même consommé par la colère, je t'aime. Mais cela fait mal ... Peut-être parce que j'aime.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Por uma etnografia das práticas de consumo - análise

Primeiro uma definição para o que seja etnografia: é por excelência o método utilizado pela antropologia na coleta de dados. Baseia-se no contato inter-subjetivo entre o antropólogo e seu objeto, seja ele uma tribo indígena ou qualquer outro grupo social sob qual o recorte analítico seja feito. No nosso caso, classes sociais definidas pelo mercado capitalista, ou seja, pelos bens de consumo. E é desta forma que muitos institutos de pesquisa definem seus objetos de estudo, pois se reúnem pessoas com os mesmos interesses de consumo.

Nunca se negou que uma das prioridades da sociedade pós-moderna seja a preocupação com a posição que ocupa. Antes isso era determinado pelo quanto se possuía em relação à renda. Hoje, impulsionada pela crescente influência da publicidade, há uma busca desenfreada por materiais e mais materiais. Os hábitos de consumo conseguem expressar, de forma mais pontual do que a renda de um indivíduo, a qual grupo social este pertence, quais são os seus valores, as suas práticas cotidianas, sua maneira de ver o mundo e, por que não dizer, elementos de sua identidade sociocultural (Valéria Brandini).

A sociedade da pós-modernidade vive num mundo totalmente consumista, sem necessidade, pela imposição dos Meios de Comunicação de Massa, que se rendem às tendências do mercado consumidor. Estamos sujeitos aos novos padrões de beleza, moda, acessórios, enfim, tudo que as estratégias de marketing conseguem nos vender.

Querendo ou não, tendo necessidade ou não, o individuo é alienado e se torna um ser social consumista. E é com base nas características comuns das classes sociais com os mesmos bens de consumo que os institutos de pesquisa direcionam seu trabalho para tendenciar cada vez mais o mercado.

Jornalismo e ética: o papel social de uma profissão.

Um jornal que cede a uma pressão cede a todas. O caminho é manter inviolável o compromisso com a verdade; só isto pode tornar um jornal mais prestigiado, aceito e, portanto, lucrativo. Um grande jornal deve comportar-se sempre como se fosse um pequeno jornal. Não apenas por uma questão de humildade, mas também em função da preservação de seus princípios. "Alberto Dines"



Quando paramos pra pensar na importância que nossa profissão tem perante a sociedade também questionamos de que forma o jornalismo exerce, de fato, seu papel social, que é o de informar seu público. Entretanto, os conteúdos veiculados nos meios de comunicação são fruto do mercado capitalista e, a partir daí, remete-se a outra questão: a ética no jornalismo.

Ao que se entende por ética, cabe dizer que refere-se a ações de indivíduos de forma não isolada, mas em convívio na sociedade. E este preceito também é levado em consideração quando se trata do jornalismo, pois o trabalho deste é realizado partindo de princípios que muitas das vezes são deixados de lado para que se consiga atingir um tão esperado lugar de destaque proporcionado pelo mundo capitalista em que vivemos.

Em nota divulgada na Agência Educa Brasil, Eugênio Bucci diz que “antes, tínhamos uma reunião de cidadãos, dentro dos ideais democráticos. Agora, essa reunião transformou-se num amalgama gigantesco formado pelos sujeitos enquanto consumidores”. E é notável o papel que a mídia desenvolve, na sociedade, influenciada pelo mercado capitalista e consumista de hoje. A disputa entre os veículos pelo melhor espaço, a tentativa em ser sempre o primeiro a divulgar os “furos” gera a falta de compromisso real com o cidadão que receberá a notícia. Segundo Bucci (2000), “o Jornalismo é conflito”, um conflito entre ética e etiqueta.

É notável a elegância em que os profissionais em comunicação se encontram. Entretanto, “de que adiantam equipes de repórteres de fino trato se o dono da rede de televisão põe a emissora a serviço de seu candidato a Presidência da República, distorcendo os fatos?”, diz Bucci. Ainda questiona “para que tanto cuidado na hora de investigar a privacidade de um senador, se não há o mínimo de respeito para com os empregados que, detidos como suspeitos por um delegado na periferia, são interrogados diante das câmeras como se fossem autores de crimes hediondos?”. Esta é a problemática levantada por ele: “como pode a imprensa fiscalizar o poder se ela se converteu num negócio transnacional, ologopolizado em conglomerados da mídia que trafica influência junto ais governos para conseguir mais concessões de canais e mais facilidade de financiamentos públicos?”.

A preocupação cada vez maior com o capitalismo faz com que o jornalismo não tenha mais a credibilidade de antes. Transformado em meio de lucro, perdeu o compromisso exclusivo em informar, e se distancia cada vez mais do papel para o qual destinava-se. A imparcialidade e o distanciamento da opinião “pessoal” do jornalista são questionados. O jornalista deixa de desempenhar sua função social e até profissional porque está motivado por promoções em sua carreira, distanciando-se do seu dever social. Hoje, preocupa-se mais na forma como o veículo será visto no mercado em oposição à forma como era visto unicamente se tratando de informação. “A ética jornalística não se resume a uma normatização do comportamento de repórteres e editores; encarna valores que só fazem sentido se forem seguidos tanto por empregados da mídia como por empregadores – e se tiverem como seus vigias os cidadãos públicos” (BUCCI, 2000).

Mais do que simples regras, a ética jornalística compõe-se de “decisões individuais dos jornalistas, [...] é um modo de pensar que, aplicado ao jornalismo, dá forma aos impasses que requerem decisões individuais e sugere equações para resolve-los” (BUCI, 2000).


Referências citadas:

BUCCI, Eugênio. O desenvolvimento dos meios de comunicação. In.: Sobre ética e imprensa. São Paulo: Companhia das letras, 2000.

MATTOS, Sérgio. Mídia controlada. São Paulo: Paulus, 2005.

MENEZES, Ebenezer. Educação e jornalismo: função comercial ou política? Agência EducaBrasil. Disponível em: http://educabrasil.com.br/eb/exe/texto.asp?id=446> Acesso em 18 jun. 2007.

RAMOS, Clayton. Papel social do jornalista – Está tudo escrito, falta a prática. Observatório da Imprensa. Disponível em: Acesso em 15 ago. 2007.